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Atualizado: 8 de jan.

A demanda elevada por hotéis de alto padrão tem ajudado a impulsionar o mercado hoteleiro brasileiro | Crédito: Freepik


*Artigo assinado por Luiz Henrique Miranda, diretor-executivo da Agência AMIgo!, e pela jornalista Bruna Dinardi*


O mercado hoteleiro brasileiro apresenta um cenário promissor para investidores e empreendedores em 2025, impulsionado por um crescimento significativo na hotelaria de luxo e pelo potencial de expansão no turismo de negócios e lazer.


Com a recuperação do setor turístico e o aumento da demanda por experiências diferenciadas, o país desponta como uma boa aposta tanto para grandes redes hoteleiras quanto para investidores independentes. Além disso, avanços em infraestrutura, novas políticas de incentivo e a digitalização dos serviços prometem transformar ainda mais o cenário, criando um ambiente propício para a inovação e o crescimento sustentável.


Crescimento da hotelaria de luxo

Em 2024, a hotelaria de alto padrão no Brasil registrou um aumento médio de 30% no faturamento, de acordo com números divulgados pela MCF Consultoria, empresa de inteligência de mercado focada na gestão de luxo. Segundo Carlos Ferreirinha, fundador da companhia, este índice é o maior já registrado. E tem mais! Dados compartilhados pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) sinalizaram ainda que, em janeiro de 2025, a diária média em hotéis de luxo cresceu 14,1% se comparada ao mesmo período do ano passado, posicionando-se bem à frente dos hotéis econômicos (6,4%) e midscale (9,8%).


Esse desempenho destaca a atratividade do mercado hoteleiro brasileiro para marcas internacionais renomadas e para investidores locais interessados em atender o público de alta renda.


Potencial de expansão no turismo

Destinos icônicos como o Rio de Janeiro, a eterna Cidade Maravilhosa, ajudam a tornar atrativo o mercado hoteleiro brasileiro | Crédito: Unsplash/Raphael Nogueira
Destinos icônicos como o Rio de Janeiro, a eterna Cidade Maravilhosa, ajudam a tornar atrativo o mercado hoteleiro brasileiro | Crédito: Unsplash/Raphael Nogueira

Embora o Brasil tenha avançado no Índice de Desenvolvimento de Turismo e Viagens (TTDI), passando da 34ª para a 26ª posição desde 2019, ainda enfrenta desafios estruturais que limitam seu pleno potencial turístico. Estudos indicam que, com políticas estratégicas adequadas, o país poderia alcançar um crescimento de 35% no turismo de lazer e 75% no turismo de negócios, aproveitando melhor suas vastas atrações naturais e culturais.


As perspectivas são boas, já que 2025 começou com recorde: mais de 1,4 milhão de visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui em janeiro, o que corresponde ao melhor resultado desde 1970 e um salto de 55% em relação ao verificado em 2024.


Oportunidades para investidores

A combinação entre o crescimento robusto na hotelaria de luxo e o potencial inexplorado no turismo geral cria um ambiente fértil para novos investimentos. Isso significa que, entre outras coisas, os empreendedores podem – e devem – considerar:


desenvolvimento de novos empreendimentos: construção de hotéis boutique e resorts em destinos emergentes e tradicionais;

parcerias estratégicas: colaboração com operadoras de turismo e plataformas digitais para criar pacotes atraentes;

inovação em serviços: implementação de tecnologias sustentáveis e experiências personalizadas para os hóspedes.

Em outras palavras, a demanda crescente por experiências exclusivas e a necessidade de infraestrutura turística de qualidade posicionam o mercado hoteleiro brasileiro como uma arena repleta de oportunidades lucrativas para aqueles dispostos a investir e a inovar.


O papel das ações associativas da ABIH no mercado hoteleiro brasileiro

Associações como a ABIH Nacional e a ABIH-SP fomentam a união entre o trade e fortalecem o mercado hoteleiro brasileiro como um todo | Crédito: Freepik
Associações como a ABIH Nacional e a ABIH-SP fomentam a união entre o trade e fortalecem o mercado hoteleiro brasileiro como um todo | Crédito: Freepik

Nesse contexto, as ações associativas desempenhadas pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) e especialmente pela ABIH-SP são fundamentais para o fortalecimento e o crescimento sustentável do setor. Afinal, ao promoverem iniciativas que aprimoram a capacitação profissional, incentivam a troca de experiências e defendem os interesses coletivos da indústria, essas entidades proporcionam um ambiente de negócios mais competitivo e coeso.


A ABIH-SP tem se destacado ao fomentar a integração entre hoteleiros e gestores públicos e privados, estimulando debates e ações concretas em prol do turismo de qualidade. Essas ações associativas resultam em políticas públicas mais eficazes, campanhas promocionais conjuntas e melhor representação dos interesses do setor perante os órgãos reguladores.


O associativismo, portanto, surge como um poderoso aliado na ampliação das oportunidades de negócios, reforçando a importância da união e a cooperação como caminhos para alavancar o sucesso coletivo e sustentável no setor.


E você, como enxerga o momento atual e o futuro do mercado hoteleiro brasileiro? Compartilhe sua opinião nos comentários!


 
 
 

Atualizado: 8 de jan.

Contar com o apoio de uma associação fortalece a atuação do hotel independente e traz ganhos para todo o setor, principalmente em termos de acesso a ferramentas e a conhecimento | Crédito: Freepik
Contar com o apoio de uma associação fortalece a atuação do hotel independente e traz ganhos para todo o setor, principalmente em termos de acesso a ferramentas e a conhecimento | Crédito: Freepik

*Artigo assinado por Luiz Henrique Miranda, diretor-executivo da Agência AMIgo!*


A pergunta é direta: como o associativismo ajuda um hotel independente a reduzir custos e a ganhar competitividade? A boa notícia é que a resposta também é objetiva. O que se vê, na prática, é que essa organização coletiva traz ganhos em diferentes frentes: dos processos de compras à modernização tecnológica (destaque para o retrofit tecnológico), passando ainda por gestão, marketing e controle de estoque.


Mais do que dividir custos ou negociar em conjunto, o associativismo se enquadra como um facilitador para o hotel independente, já que favorece o acesso a ferramentas, processos e oportunidades de mercado, além de fortalecer e estimular a troca de experiências. Tudo isso se traduz em eficiência operacional acentuada e em um aprimoramento do serviço prestado ao hóspede, como você vai ver a seguir.

6 pontos em que o associativismo beneficia o hotel independente


1) Compras em rede que viram resultado

Olhar com atenção para as áreas de Compras e Procurement, aprimorando e padronizando processos e fluxos de trabalho, é uma maneira de zelar pela excelência em um hotel independente | Crédito: Freepik
Olhar com atenção para as áreas de Compras e Procurement, aprimorando e padronizando processos e fluxos de trabalho, é uma maneira de zelar pela excelência em um hotel independente | Crédito: Freepik

Centrais de compras e processos padronizados (RFI/RFP, homologação, contratos e SLA) dão escala, ampliam o poder de barganha e diminuem rupturas. Quando a associação adota plataformas digitais e integra estoque-compras-fornecedores, os erros caem e o spend – isto é, o volume total de gastos com compras – fica visível. Estudos citados pelo Portal mostram que a digitalização pode reduzir custos operacionais em até 20%, gerando impacto imediato no GOP (lucro operacional bruto) do hotel independente.


2) Retrofit tecnológico como programa coletivo

Ações conjuntas de retrofit – iluminação, climatização, automação, conectividade e eficiência energética – encurtam o período de retorno do investimento, elevam a experiência do hóspede e liberam a equipe de atividades repetitivas, como lançamento manual de pedidos e conferência de quartos, abrindo espaço para aquilo que realmente importa: atender e servir melhor. Em rede, a negociação com fornecedores se potencializa e a implantação ganha método e velocidade.


3) Inteligência de dados e métricas comuns

A troca de experiências entre diferentes profissionais é, de longe, um dos principais ganhos que o associativismo leva para o hotel independente, descortinando novos pontos de vista e expertises | Crédito: Freepik
A troca de experiências entre diferentes profissionais é, de longe, um dos principais ganhos que o associativismo leva para o hotel independente, descortinando novos pontos de vista e expertises | Crédito: Freepik

Uma das grandes vantagens do associativismo é poder se comparar e aprender com outros hotéis – sejam eles independentes ou não. Entre outros aspectos, dá para analisar o consumo de energia e água, o uso de amenities, a aderência do cardápio à demanda e os padrões de serviço em áreas-chave, como manutenção e housekeeping. Ao utilizar métricas comuns para todos, comitês técnicos e auditorias cruzadas evitam desperdícios, driblam falhas e orientam o chamado capex, ou seja, os investimentos em melhorias estruturais e equipamentos.


4) Qualificação contínua e governança

Ter o respaldo de um calendário unificado de treinamentos para áreas estratégicas – a exemplo de compras, estoque, recepção, A&B e manutenção – contribui para que o hotel independente entregue excelência em todas as esferas. Além disso, contar com um código de conduta para fornecedores desenvolvido pela rede assegura qualidade, ética e transparência nas parcerias comerciais, minimizando riscos, aumentando a conformidade com normas internas e externas e somando pontos à reputação coletiva. O resultado é uma operação mais profissional, equipes preparadas e uma marca coletiva que protege e valoriza cada empreendimento.


5) Marketing e vendas cooperados

Com a estratégia de brand safety definida pela associação, é possível compartilhar recursos de mídia, conteúdo e sistemas de CRM, dando tração a campanhas contínuas (“always on”, no termo em inglês) voltadas a diferentes segmentos, como viagens a lazer, eventos corporativos (MICE) e com foco em atrair hóspedes de destinos específicos até o hotel. Essa abordagem gera leads mais qualificados, reduz o custo de aquisição de clientes (CAC) e beneficia o fluxo de caixa, incrementando a taxa de ocupação mesmo em períodos de baixa temporada.



A gestão do estoque precisa ser impecável e ter processos desenhados com clareza, pois se trata de uma área essencial para o êxito do negócio – seja em um hotel independente, seja em um empreendimento que pertença a uma rede já consolidada | Crédito: Freepik
A gestão do estoque precisa ser impecável e ter processos desenhados com clareza, pois se trata de uma área essencial para o êxito do negócio – seja em um hotel independente, seja em um empreendimento que pertença a uma rede já consolidada | Crédito: Freepik

Ao adotar procedimentos comuns e relativamente simples – como definição de estoque mínimo e de segurança, gestão atenta de inventário e acompanhamento do giro de produtos por categoria, por exemplo –, o hotel independente desvia de uma série de dores de cabeça, sobretudo no que se refere a itens avariados e/ou extrapolando o prazo de validade. De uma forma ou de outra, isso quer dizer dinheiro parado nas prateleiras. Quando existe uma associação por trás, incentivando a padronização de processos e práticas (especialmente com a área de procurement, neste caso), a rentabilidade agradece e o estoque se mantém alinhado à demanda real.


Em síntese, o associativismo transforma “vizinhos de mercado” em coalizão de eficiência. Quando compras, tecnologia e pessoas avançam juntas, o hotel independente vê seus custos caírem, a margem ganhar fôlego e a fidelização se concretizar. É gestão com alma de hospitalidade: competitiva na planilha, humana na entrega – e sustentável no tempo.


Gostou? Tem muito mais informação esperando por você

Agora a gente quer saber: você chegou a este post porque estava pesquisando por algo específico ou já é um leitor fiel do Portal do Hoteleiro? Caso este conteúdo tenha sido útil, pode ser interessante saber que nós temos uma área restrita repleta de insights e materiais exclusivos sobre o setor. Para garantir seu acesso, clique aqui e torne-se um assinante. É grátis! Além de mais conteúdo, você ganha descontos especiais em diversos cursos da Escola para Resultados, instituição nacional que é referência em capacitações para a hotelaria.



 
 
 

Atualizado: 8 de jan.

Para que a retenção de talentos na hotelaria seja uma realidade, é preciso que os gestores reflitam sobre alguns pontos fundamentais. Vamos saber quais são eles neste artigo exclusivo? | Crédito: Freepik
Para que a retenção de talentos na hotelaria seja uma realidade, é preciso que os gestores reflitam sobre alguns pontos fundamentais. Vamos saber quais são eles neste artigo exclusivo? | Crédito: Freepik

Seja qual for a empresa, encontrar as pessoas certas para ocupar determinados cargos pode ser um desafio. Nos meios de hospedagem, então, há camadas extras de complexidade: além de um perfil adequado ao atendimento ao público, é preciso considerar a dinamicidade inerente ao setor, que depende de turnos da madrugada e de equipes inteiras aos finais de semana e feriados para garantir a continuidade da operação. Dado esse contexto, falar em retenção de talentos na hotelaria pode soar como algo irreal ou inalcançável para muita gente – o que, pode acreditar, é bastante equivocado.


No entanto, isso não é algo que acontece da noite para o dia; implica repensar a forma como é feita a gestão dos hotéis e, principalmente, voltar os holofotes para os funcionários, colocando-os em primeiro plano. Não se trata apenas de oferecer as condições para que eles possam crescer lá dentro, mas de construir um ambiente no qual eles escolham permanecer, dia após dia, mesmo tendo de lidar com imprevistos e situações desgastantes. Já que o clima interno reflete na percepção dos hóspedes, esse é o caminho mais seguro para entregar a melhor experiência possível aos clientes.


Caso uma das suas metas por aí seja desenvolver a retenção de talentos na hotelaria, você pode se interessar pelo curso “Mentoria em gestão de pessoas para a hotelaria”, disponibilizado pela Escola para Resultados (EPR) e ministrado por Ana Paula André, que construiu uma carreira sólida na área de Recursos Humanos e se especializou em liderança organizacional e gestão de pessoas.


A EPR é uma instituição que visa se tornar referência em formação e capacitação de pessoas que atuam no mercado de turismo. E a tendência é que você se depare cada vez mais com esse nome por aqui, viu? Isso porque, como incentivador master da profissionalização e do aperfeiçoamento do setor, o Portal do Hoteleiro conquistou uma parceria estratégica: assinantes do portal têm descontos exclusivos em uma série de cursos da EPR até 11/11/2025.


O artigo que você vai ler agora, que aborda justamente a retenção de talentos na hotelaria, é mais um fruto dessa parceria. Portanto, aproveite!


*Artigo assinado por Ana Paula André, gerente de Talento, Entusiasmo & Gestão Corporativa na HotelCare e multiplicadora no programa “Mentoria em gestão de pessoas para a hotelaria” na Escola para Resultados*


Retenção de talentos na hotelaria: perguntas e respostas fundamentais

1. O que é retenção de talentos e por que o mundo está olhando para isso?

É possível reter talentos na hotelaria? Uma reflexão prática e estratégica para líderes e RHs do setor.


Falar sobre retenção de talentos na hotelaria pode, à primeira vista, parecer utópico. Afinal, este é um setor habitualmente marcado por alta rotatividade, longas jornadas, forte pressão operacional e um modelo hierárquico rígido. Mas será que isso precisa ser uma regra? Será que não é justamente nesse cenário que mais precisamos falar sobre retenção como estratégia e não como exceção?

Ana Paula André está à frente do curso “Mentoria em gestão de pessoas para a hotelaria”, da Escola para Resultados, e acredita no potencial para a retenção de talentos do setor | Crédito: Divulgação
Ana Paula André está à frente do curso “Mentoria em gestão de pessoas para a hotelaria”, da Escola para Resultados, e acredita no potencial para a retenção de talentos do setor | Crédito: Divulgação

Com uma atuação focada em desenvolvimento humano, cultura organizacional e liderança empática, posso afirmar: sim, é possível reter talentos na hotelaria, desde que estejamos interessados em recompensar práticas, valorizar pessoas e tornar a gestão mais intencional.


A retenção de talentos não é apenas sobre retenção de colaboradores. É sobre criar uma experiência profissional que dê sentido, crescimento e conexão. É garantir que o profissional veja o futuro dentro da empresa – e queira fazer parte dele.


Empresas globalmente reconhecidas (como Marriott, Hilton e Accor, entre outras) têm investido fortemente nessa agenda. Elas tratam a retenção como estratégia de negócio, não como política de RH isolada. Isso envolve cultura forte, escuta ativa, planos de desenvolvimento e ambientes que respeitam e celebram a diversidade de pessoas e jornadas.


2. Quais são as principais ferramentas de retenção e por que funcionam?

Um dos caminhos para a retenção de talentos é reconhecer continuamente a qualidade das entregas, sinalizando que as atividades do colaborador estão sendo percebidas e que elas têm um propósito | Crédito: Freepik
Um dos caminhos para a retenção de talentos é reconhecer continuamente a qualidade das entregas, sinalizando que as atividades do colaborador estão sendo percebidas e que elas têm um propósito | Crédito: Freepik

Empresas de diversos setores utilizam ferramentas integradas para manter seus talentos engajados. As mais efetivas incluem:

  • trilhas de carreira e desenvolvimento contínuo: mostrar caminhos possíveis dentro da organização dá ao colaborador um motivo para permanência e evolução;

  • ambientes que promovem bem-estar: seja por meio de políticas de flexibilidade, apoio à saúde mental ou programas de qualidade de vida, empresas que cuidam de seus profissionais colhem engajamento;

  • cultura organizacional viva e consistente: quando os valores da empresa são percebidos na prática, o sentimento de pertencimento se fortalece;

  • liderança empática e capacitada: gestores preparados para ouvir, orientar e considerar seu tempo fazem toda a diferença; reconhecimento genuíno: não se trata apenas de bônus, mas de consideração ao valor do trabalho com incidência e frequência.


3. Como adaptar essas estratégias ao mercado hoteleiro?

Quando o colaborador percebe que há oportunidade de crescimento profissional, e quando ele se sente confortável com o ambiente à sua volta, a tendência é que ele performe cada vez melhor | Crédito: Freepik
Quando o colaborador percebe que há oportunidade de crescimento profissional, e quando ele se sente confortável com o ambiente à sua volta, a tendência é que ele performe cada vez melhor | Crédito: Freepik

Na hotelaria a realidade é diferente, mas a essência das pessoas é a mesma: todos querem ser valorizados, ter oportunidades e fazer parte de algo maior. É possível, e necessário, traduzir boas práticas à nossa realidade. Veja como:


  • valorizar a base operacional: este é um passo essencial para a retenção. Camareiras, recepcionistas, garçons e auxiliares precisam ser considerados e reconhecidos de forma contínua. Pequenos gestos diários de valorização, como elogios pontuais, agradecimentos sinceros e menções em reuniões, fazem grandes diferenças e fortalecem o vínculo emocional com a empresa;

  • promover capacitação e crescimento interno: mostrar, desde o onboarding, que é possível crescer na empresa, motivar e fidelizar;

  • estruturar escuta ativa: implementar rodas de conversa, feedbacks regulares e pesquisas de clima com planos de ação claros e visíveis;

  • conectar propósito e cultura: trata-se de algo que vai muito além do discurso: é viver internamente aquilo que se promete ao cliente. Em uma empresa de hospitalidade, significa praticar hospitalidade também com os colaboradores, promovendo um ambiente acolhedor e respeitoso, no qual todos se sintam parte de algo maior. Quando o colaborador se sente cuidado, ele naturalmente entrega cuidado ao hóspede;

  • oferecer comodidade onde for possível: mesmo em escalas fixas é possível mostrar cuidado com trocas de horários, folgas respeitadas e atenção individual.


4. E o papel da liderança nisso tudo?

Bons líderes incentivam o desenvolvimento da equipe, ajudam a construir um clima de confiança e representam um pilar fundamental para a retenção de talentos na hotelaria | Crédito: Freepik
Bons líderes incentivam o desenvolvimento da equipe, ajudam a construir um clima de confiança e representam um pilar fundamental para a retenção de talentos na hotelaria | Crédito: Freepik

Não podemos falar em retenção sem falar em liderança. Os líderes são, muitas vezes, o principal motivo de permanência ou de saída de um colaborador. O profissional pode até entrar por causa da marca, mas fica, ou vai embora, por causa do líder.


Na hotelaria, formar bons líderes significa:

  • desenvolver soft skills: empatia, escuta, gestão de conflitos, visão de equipe;

  • treinar para dar feedbacks estruturados e frequentes;

  • promover mentoria interna, valorizando líderes experientes;

  • alinhar líderes com os valores e o propósito da organização.

  • Não adianta ter benefícios competitivos se o líder direto não acolher, não orientar ou não regular. A retenção começa – e termina – na liderança.


Conclusão: a retenção é uma construção, não uma evidência


Reter talentos na hotelaria não é um evento isolado, é uma construção contínua. Envolve cultura, liderança, escuta e intenção. É um trabalho coletivo que precisa sair do campo da boa vontade e entrar na rotina da gestão.


Com uma atuação de RH focada no humano, com escuta ativa, desenvolvimento real e alinhamento cultural, conseguimos não apenas manter talentos, mas transformá-los em embaixadores de nossa marca. Porque, no fim do dia, a excelência no atendimento ao cliente começa com a excelência no cuidado com as pessoas que fazem a hospitalidade acontecer.

 
 
 
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