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Atualizado: há 4 dias

À medida que nos aproximamos do ciclo eleitoral de 2026 no Brasil, uma premissa fundamental molda a perspectiva analítica: o embate principal não se dará apenas entre ideologias tradicionais ou figuras políticas, mas sim entre o mundo dos fatos objetivos e a teia viral da desinformação (fake news). Este é um desafio global, onde a crença se sobrepõe à verdade, e o Brasil, com sua intensa digitalização e polarização, está no centro dessa arena. 


A ascensão da política baseada em narrativas digitais e a desconfiança nas instituições tradicionais criaram um ecossistema onde a "realidade" é um produto negociável. O cidadão comum, inundado por informações fragmentadas, luta para discernir o que é verificável e o que é pura propaganda emocional.


O Efeito 'Trump': A Fatura da Promessa Não Cumprida


Um estudo de caso notório que ilustra as consequências de governar sob o manto da "pós-verdade" é o atual governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Sua ascensão foi impulsionada por uma retórica que prometia melhoria imediata na qualidade de vida. No entanto, os dados recentes revelam um descompasso entre a narrativa e a realidade tangível para o eleitorado.


Base principal: Gallup e Economist/YouGov
Base principal: Gallup e Economist/YouGov

A queda de 47% para 36% na aprovação de Trump reflete o choque entre o populismo retórico e a rigidez dos indicadores econômicos. Quando a inflação e as tarifas impactam o consumo, o eleitor tende a abandonar a narrativa ideológica em favor do fato material, sugerindo que o "fetiche informativo" das fake news possui um limite intransponível: a realidade do custo de vida.


A Projeção para 2026 no Brasil

No contexto brasileiro, a eleição de 2026 tende a amplificar essa dinâmica. O sucesso de uma campanha não estará mais unicamente na capacidade de gerar engajamento com desinformação, mas sim em como a realidade econômica responderá às promessas.

• O Eixo Fato: O lado que apresentar dados irrefutáveis sobre emprego e estabilidade terá a vantagem de ancorar sua narrativa em evidências. Em 2026, o estômago do eleitor falará mais alto do que qualquer manchete fabricada.


• O Eixo Fake: A desinformação focará em deslegitimar conquistas e fabricar crises emocionais. Contudo, como o caso Trump demonstra, a verdade pode se atrasar, mas ela cobra seu preço no final.


Neste cenário, é e será cada vez mais importante lembrar que o turismo, as viagens e os eventos representam um vetor estratégico e transversal do desenvolvimento sustentável no Brasil, desde que totalmente alinhado às metas aprovadas na COP 30, que reforçam a necessidade de geração de emprego digno, redução das desigualdades regionais, valorização da sociobiodiversidade e aceleração da economia verde.


Ao impulsionar cadeias produtivas que envolvem transporte, hotelaria, gastronomia, cultura, economia criativa, agricultura familiar e tecnologia, a atividade turística promove distribuição de renda com baixo impacto ambiental relativo, quando comparada a outros setores intensivos em recursos naturais.


Além disso, fortalece a preservação de ecossistemas e patrimônios culturais ao criar incentivo econômico direto para sua conservação, sobretudo em territórios tradicionais de raiz inclusiva e destinos de natureza, essenciais para o protagonismo brasileiro na agenda climática global.


Por meio de políticas integradas de infraestrutura, digitalização, qualificação profissional, eventos sustentáveis e gestão territorial participativa, o Turismo se afirma como caminho concreto para o Brasil cumprir compromissos climáticos, atraindo investimentos, estimulando inovação e ampliando oportunidades para milhões de brasileiros, com inclusão social, diversidade e respeito ao meio ambiente como pilares permanentes do desenvolvimento nacional.


Para que esse potencial seja plenamente alcançado, torna-se essencial a adoção de políticas públicas modernas e estruturadas, que incentivem o turismo pedagógico desde o ensino médio, possibilitando que estudantes vivenciem, de forma prática, conteúdos de história, ciência, cultura e meio ambiente, ao mesmo tempo em que fortalecem as economias locais.


Da mesma forma, o turismo de saúde deve ser impulsionado com incentivos à qualidade assistencial nos destinos regionais, apoiado por algoritmos de gestão e análise preditiva que permitam racionalizar os investimentos públicos em parceria com a iniciativa privada, sob modelos de governança corporativa alinhados aos pilares ESG — garantindo segurança, transparência e benefícios sociais mensuráveis.


Soma-se a isso a necessidade de organizar e promover o turismo de eventos e as viagens de negócios, alavancas essenciais para o desenvolvimento urbano, a atração de investimentos, a inovação e a geração de renda durante todo o ano, com impacto positivo em cadeias produtivas robustas e de grande capilaridade.


Ao integrar educação, saúde, negócios e sustentabilidade no planejamento turístico nacional, o Brasil fortalece seu protagonismo na agenda climática global, expande oportunidades de trabalho, qualifica destinos e transforma viagens em instrumento efetivo de desenvolvimento econômico, social e ambiental para as futuras gerações.


Adoção da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital, apoiada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH, viabiliza a valorização de todos os segmentos reconhecidos pelo CADASTUR.


 
 
 
Aprimorar-se constantemente é uma decisão que torna os profissionais melhores individualmente, o que, é claro, beneficia a hotelaria como um todo. Portanto, não pense duas vezes: assine o Portal do Hoteleiro e alcance a excelência no dia a dia | Crédito: Freepik
Aprimorar-se constantemente é uma decisão que torna os profissionais melhores individualmente, o que, é claro, beneficia a hotelaria como um todo. Portanto, não pense duas vezes: assine o Portal do Hoteleiro e alcance a excelência no dia a dia | Crédito: Freepik

Artigo assinado por Luiz Henrique de Arruda e Miranda, âncora do Portal do Hoteleiro e especialista em comunicação social e redes colaborativas


Num setor cuja essência é acolher, receber e cuidar, a força da coletividade não é apenas um valor – é uma condição de sobrevivência. A hotelaria sempre foi um grande exercício de pertencimento: profissionais que se reconhecem como parte de uma rede, empreendimentos que crescem quando seus pares também se fortalecem, destinos que prosperam quando a soma dos esforços individuais produz impacto coletivo.


Sob essa perspectiva, motivar hoteleiros e profissionais da hospitalidade a assinarem o Portal do Hoteleiro e ser um empreendimento associado à ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo) é mais do que um chamado institucional. É um convite à consciência de que nenhum hotel, por maior que seja sua estrutura, atravessa sozinho cenários adversos – sobretudo quando o setor já vivenciou momentos verdadeiramente calamitosos e encontrou, na união, o caminho para a superação.


A ABIH-SP tem demonstrado, de forma concreta, que uma gestão eclética, plural e baseada em conhecimento real sobre as necessidades da categoria é capaz de articular conquistas, influenciar políticas públicas, promover capacitação e gerar resultados tangíveis para seus associados. Seu diferencial está em compreender a nova audiência da hotelaria: interativa, participativa, digital, que busca informação de qualidade, ferramentas práticas e canais de diálogo constantes.


É nesse ambiente que o Portal do Hoteleiro se destaca como um espaço de democratização do saber: conteúdo gratuito, curadoria profissional, entrevistas, pesquisas, tendências de mercado, agendas técnicas, cases de sucesso. Uma plataforma que compartilha, sem barreiras, aquilo que fortalece individualmente cada profissional e, coletivamente, todo o ecossistema hoteleiro paulista.


Ao lado dele, outra iniciativa complementa o ciclo de valor: a Solution4Hotel, plataforma associativa voltada à otimização de compras, já adotada pela hotelaria hospitalar e reconhecida pelo ROI crescente que oferece. Mais que economia, a Solution4Hotel entrega inteligência: padronização, negociação, análise de consumo e acesso a fornecedores testados e homologados. Sua marca traduz propósito: atender à diversidade dos meios de hospedagem e apoiar sua busca contínua pela excelência.


Hotelaria também é sobre pertencimento

Sabe aquele ditado “a união faz a força”? Pois na hotelaria ele faz ainda mais sentido. Associar-se a entidades setoriais como a ABIH-SP, por exemplo, é uma forma de profissionalizar e alinhar todo o trade | Crédito: Freepik
Sabe aquele ditado “a união faz a força”? Pois na hotelaria ele faz ainda mais sentido. Associar-se a entidades setoriais como a ABIH-SP, por exemplo, é uma forma de profissionalizar e alinhar todo o trade | Crédito: Freepik

Assinar o Portal do Hoteleiro e apoiar a ABIH-SP não é um ato isolado. É participar de uma comunidade que acredita na construção de um setor mais forte, mais técnico, mais competitivo e mais humano. É reconhecer que, assim como as plantas que disputam a luz para crescer, cada hotel precisa de energia própria – mas floresce mais quando faz parte de um ecossistema saudável.


Motivar-se a participar é, portanto, compreender que o sucesso individual se sustenta na força do coletivo. E que, no turismo e na hospitalidade, o coletivo tem nome: ABIH-SP, Portal do Hoteleiro e todos aqueles que, juntos, trabalham para transformar desafios em oportunidades e oportunidades em evolução para toda a cadeia produtiva.


Se você acredita em informação qualificada, colaboração e evolução constante, faça agora sua assinatura gratuita no Portal do Hoteleiro e junte-se à comunidade que está moldando o futuro da hospitalidade no Brasil:



 
 
 
  • 22 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

Meu pai costumava repetir uma frase que, pela força simbólica, nunca mais saiu da minha memória. Durante uma palestra no Club Hebraica, no coração do Jardins, ele afirmou: “O primeiro judeu era negro.” Não era provocação; era ciência. A frase se apoiava em décadas de pesquisas em antropologia biológica, genética populacional e arqueologia, que apontam para a África — especialmente a região do chamado “Corredor do Rift” — como berço não só da vida humana moderna (Homo sapiens), mas também das primeiras migrações que originaram os povos semitas, incluindo os hebreus antigos.



Estudos de paleoantropologia publicados na Nature e na Science reforçam a tese de que nossos antepassados compartilhavam características fenotípicas africanas antes de se dispersarem para o Oriente Médio. A arqueogenética também sustenta que a diversidade presente no DNA humano atual é maior na África do que em qualquer outro continente, o que indica uma ancestralidade comum, anterior a todas as distinções socioculturais posteriores.


Se na base da antropologia somos todos africanos, na base do catolicismo somos todos filhos de Deus. E em tantas outras tradições espirituais — das sociedades matriarcais neolíticas às cosmologias afro-diaspóricas — Deus é feminino, criadora, nutridora, matriz da vida. Já nas culturas panteístas, como o hinduísmo e as filosofias helenísticas, o divino se manifesta como múltiplas potências de energia, simbolizadas por arquétipos humanos que representam virtudes, forças da natureza, equilíbrio e transformação.


Essa pluralidade não nos fragmenta — nos engrandece. Ampliar o olhar sobre as diferentes faces do sagrado é compreender a humanidade em movimento. Viajar faz isso com maestria. Cada destino nos revela jeitos diferentes de expressar o divino, celebrar a identidade, interpretar a história e viver a vida. Seja numa mesquita que ecoa séculos de sabedoria, num terreiro onde ancestralidade pulsa, numa sinagoga que guarda memórias de resiliência ou em uma catedral que combina fé e arte, o espírito humano encontra maneiras variadas de explicar aquilo que nos ultrapassa.


Por isso, viajar é mais do que deslocar-se: é um ato de expansão da consciência. O Turismo deve ser entendido — e adotado — como vetor estratégico de desenvolvimento global, não apenas por seu impacto econômico, mas por sua capacidade de gerar:


·         Empregos qualificados e inclusivos, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), que apontam o setor como o responsável por 1 em cada 10 postos de trabalho no planeta;

·         Distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida, sobretudo em comunidades que dependem da economia do visitante para preservar culturas, gastronomias e ambientes naturais;

·         Bem-estar emocional, comprovado por estudos de psicologia do comportamento e neurociência que associam viagens a aumento de criatividade, empatia e resiliência;

·         Desenvolvimento de habilidades socioemocionais, essenciais para o século 21, como tolerância, adaptabilidade, comunicação intercultural e resolução de conflitos.

Em um mundo marcado por polarizações, crises ambientais e desigualdades persistentes, o Turismo é uma ferramenta de aproximação. Ele nos desloca fisicamente, mas também mentalmente. Ver o mundo sob outros prismas ensina humildade, amplia repertórios e fortalece a percepção do que realmente importa: convivência, diversidade e cooperação.


Somos descendentes de uma mesma linhagem humana, que se desdobrou em mitos, línguas, religiões e formas de interpretar o divino. Cada povo encontrou sua maneira de explicar a existência — e todas elas pertencem ao patrimônio da humanidade.


A ciência confirma que compartilhamos a mesma origem. A espiritualidade mostra que buscamos, cada um a seu modo, um sentido maior. O Turismo nos permite compreender ambos.


Que a humanidade, ao viajar mais e melhor, reencontre aquilo que nos torna iguais: a capacidade de evoluir, aprender, sentir e prosperar juntos — na paz, na dignidade e na beleza irrepetível de cada cultura e cada pessoa.

 
 
 
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