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  • 22 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de jan.

Meu pai costumava repetir uma frase que, pela força simbólica, nunca mais saiu da minha memória. Durante uma palestra no Club Hebraica, no coração do Jardins, ele afirmou: “O primeiro judeu era negro.” Não era provocação; era ciência. A frase se apoiava em décadas de pesquisas em antropologia biológica, genética populacional e arqueologia, que apontam para a África — especialmente a região do chamado “Corredor do Rift” — como berço não só da vida humana moderna (Homo sapiens), mas também das primeiras migrações que originaram os povos semitas, incluindo os hebreus antigos.



Estudos de paleoantropologia publicados na Nature e na Science reforçam a tese de que nossos antepassados compartilhavam características fenotípicas africanas antes de se dispersarem para o Oriente Médio. A arqueogenética também sustenta que a diversidade presente no DNA humano atual é maior na África do que em qualquer outro continente, o que indica uma ancestralidade comum, anterior a todas as distinções socioculturais posteriores.


Se na base da antropologia somos todos africanos, na base do catolicismo somos todos filhos de Deus. E em tantas outras tradições espirituais — das sociedades matriarcais neolíticas às cosmologias afro-diaspóricas — Deus é feminino, criadora, nutridora, matriz da vida. Já nas culturas panteístas, como o hinduísmo e as filosofias helenísticas, o divino se manifesta como múltiplas potências de energia, simbolizadas por arquétipos humanos que representam virtudes, forças da natureza, equilíbrio e transformação.


Essa pluralidade não nos fragmenta — nos engrandece. Ampliar o olhar sobre as diferentes faces do sagrado é compreender a humanidade em movimento. Viajar faz isso com maestria. Cada destino nos revela jeitos diferentes de expressar o divino, celebrar a identidade, interpretar a história e viver a vida. Seja numa mesquita que ecoa séculos de sabedoria, num terreiro onde ancestralidade pulsa, numa sinagoga que guarda memórias de resiliência ou em uma catedral que combina fé e arte, o espírito humano encontra maneiras variadas de explicar aquilo que nos ultrapassa.


Por isso, viajar é mais do que deslocar-se: é um ato de expansão da consciência. O Turismo deve ser entendido — e adotado — como vetor estratégico de desenvolvimento global, não apenas por seu impacto econômico, mas por sua capacidade de gerar:


·         Empregos qualificados e inclusivos, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), que apontam o setor como o responsável por 1 em cada 10 postos de trabalho no planeta;

·         Distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida, sobretudo em comunidades que dependem da economia do visitante para preservar culturas, gastronomias e ambientes naturais;

·         Bem-estar emocional, comprovado por estudos de psicologia do comportamento e neurociência que associam viagens a aumento de criatividade, empatia e resiliência;

·         Desenvolvimento de habilidades socioemocionais, essenciais para o século 21, como tolerância, adaptabilidade, comunicação intercultural e resolução de conflitos.

Em um mundo marcado por polarizações, crises ambientais e desigualdades persistentes, o Turismo é uma ferramenta de aproximação. Ele nos desloca fisicamente, mas também mentalmente. Ver o mundo sob outros prismas ensina humildade, amplia repertórios e fortalece a percepção do que realmente importa: convivência, diversidade e cooperação.


Somos descendentes de uma mesma linhagem humana, que se desdobrou em mitos, línguas, religiões e formas de interpretar o divino. Cada povo encontrou sua maneira de explicar a existência — e todas elas pertencem ao patrimônio da humanidade.


A ciência confirma que compartilhamos a mesma origem. A espiritualidade mostra que buscamos, cada um a seu modo, um sentido maior. O Turismo nos permite compreender ambos.


Que a humanidade, ao viajar mais e melhor, reencontre aquilo que nos torna iguais: a capacidade de evoluir, aprender, sentir e prosperar juntos — na paz, na dignidade e na beleza irrepetível de cada cultura e cada pessoa.

 
 
 

O predomínio do Google não se explica apenas por “ter o melhor buscador”, mas por uma arquitetura de plataforma que costura serviços essenciais — busca, Android, Chrome, YouTube, Maps, Gmail — em uma infraestrutura de vida digital. Em economia, isso se descreve como mercados de dois lados com fortes efeitos de rede: quanto mais usuários e anunciantes aderem, mais útil o ecossistema se torna, retroalimentando adoção e dados. (OUP Academic)


Os números mostram a escala: o Google concentra ~90% da busca global (todas as plataformas), o Chrome supera 70% do uso de navegadores, e o Android domina o mobile com algo em torno de 72–74% de participação. Cada ponto de contato vira porta de entrada para o restante do ecossistema — do login ao pagamento — reforçando lock-in e custos de troca. (StatCounter Global Stats)


Na sociologia das mídias, pesquisadores falam em “plataformização” e “infraestruturalização”: plataformas deixam de ser “um site” e passam a operar como infraestruturas sobre as quais outros atores dependem — caso emblemático de Google Maps, que converte participação e rastros digitais em uma base cartográfica contínua, ao mesmo tempo participativa e recentralizada pela corporação. (IJOC)



Do ponto de vista da comunicação, a teoria dos usos e gratificações ajuda a entender por que públicos qualificados escolhem produtos Google: utilidade imediata (navegar, trabalhar, deslocar, aprender) e redução de atrito (conta única, integrações, recomendações). A massividade do YouTube — plataforma usada pela ampla maioria dos adultos e principal entre jovens — ilustra como informação, entretenimento e notícia se fundem num mesmo ambiente algorítmico. (Wikipedia)


Essa hegemonia, porém, é política e regulatória: na Europa, mudanças no desenho das páginas de resultados e nos privilégios a verticais próprios (Shopping, Hotels, Flights) mostram que o poder de intermediação está sob escrutínio. Ao mesmo tempo, o avanço de buscadores/IA e navegadores “agentizados” pressiona o status quo. (Reuters)


Em síntese, o Google amplia sua posição porque combina escala técnica, efeitos de rede, conveniência de ecossistema e a capacidade de se tornar infraestrutura cotidiana. Entender essa trama — e seus trade-offs de concorrência e governança — é crucial para formuladores de políticas, marcas e usuários que desejam aproveitar o valor prático sem abrir mão de pluralidade informacional e autonomia.


Na União Europeia, a hegemonia do Google está sob teste regulatório. Após a decisão do caso Shopping (2017), que condenou o self-preferencing do Google ao favorecer seu comparador nas páginas de busca, a Comissão Europeia passou a aplicar a DMA (Digital Markets Act) para coibir vantagens a verticais próprios — Shopping, Hotels e Flights — e abriu novas frentes de investigação em 2024/2025.

Em resposta, o Google vem redesenhando a SERP (Search Engine Results Page ou, no bom português, “página de resultados do mecanismo de busca”) na Europa: criou unidades “igualmente formatadas” para dar mais destaque a sites de comparação e fornecedores, testou resultados de “dez links azuis” para buscas de hotéis em países da UE e removeu recursos como mapas e widgets interativos em alguns testes — mudanças que afetam o tráfego de hotéis, OTAs e comparadores e explicitam o poder de intermediação do buscador.


Essas alterações seguem em negociação com Bruxelas e podem render multas de até 10% da receita global por descumprimento da DMA. (PMC)



Ao mesmo tempo, a “pressão competitiva” vem do avanço de buscadores com IA e de navegadores agentizados, capazes de executar tarefas e navegar por sites “em nome do usuário”. Exemplos incluem o lançamento do Neon (Opera) e iniciativas do próprio Google, como o Project Mariner, que automatiza comparações, formulários e compras no navegador, apontando para uma web em que agentes decidem rotas de informação e conversão — um cenário que redefine distribuição de tráfego e obriga plataformas a reavaliar seus desenhos de produto. (Reuters) Para fornecedores e entidades setoriais, isso tem efeito direto: quem depende de discovery orgânico ou pago precisa diversificar canais e qualificar conteúdo.



Nesse contexto, o Portal do Hoteleiro — solução de Marketing Digital (DMS) da ABIH-SP, com website integrado ao website da entidade empresarial representativa dos hoteleiros (www.abihsp.com.br), LinkedIn, Instagram, YouTube, E-mail e WhatsApp, entre outros— funciona como camada própria de audiência: entrega informação, treinamentos e notícias sob demanda para profissionais da hotelaria, mitiga riscos de mudanças na SERP e nos agentes de IA, e cria relações de primeira parte (1P) que preservam alcance e relevância do setor, mesmo quando as regras do buscador mudam.


Em outras palavras, enquanto a Europa questiona como o Google deve apresentar hotéis e voos, o Portal do Hoteleiro se posiciona como infraestrutura editorial e de distribuição da hotelaria paulista, protegendo presença, dados e narrativa do trade.






 
 
 

Atualizado: 8 de jan.

Contar com o apoio de uma associação fortalece a atuação do hotel independente e traz ganhos para todo o setor, principalmente em termos de acesso a ferramentas e a conhecimento | Crédito: Freepik
Contar com o apoio de uma associação fortalece a atuação do hotel independente e traz ganhos para todo o setor, principalmente em termos de acesso a ferramentas e a conhecimento | Crédito: Freepik

*Artigo assinado por Luiz Henrique Miranda, diretor-executivo da Agência AMIgo!*


A pergunta é direta: como o associativismo ajuda um hotel independente a reduzir custos e a ganhar competitividade? A boa notícia é que a resposta também é objetiva. O que se vê, na prática, é que essa organização coletiva traz ganhos em diferentes frentes: dos processos de compras à modernização tecnológica (destaque para o retrofit tecnológico), passando ainda por gestão, marketing e controle de estoque.


Mais do que dividir custos ou negociar em conjunto, o associativismo se enquadra como um facilitador para o hotel independente, já que favorece o acesso a ferramentas, processos e oportunidades de mercado, além de fortalecer e estimular a troca de experiências. Tudo isso se traduz em eficiência operacional acentuada e em um aprimoramento do serviço prestado ao hóspede, como você vai ver a seguir.


6 pontos em que o associativismo beneficia o hotel independente

1) Compras em rede que viram resultado

Olhar com atenção para as áreas de Compras e Procurement, aprimorando e padronizando processos e fluxos de trabalho, é uma maneira de zelar pela excelência em um hotel independente | Crédito: Freepik
Olhar com atenção para as áreas de Compras e Procurement, aprimorando e padronizando processos e fluxos de trabalho, é uma maneira de zelar pela excelência em um hotel independente | Crédito: Freepik

Centrais de compras e processos padronizados (RFI/RFP, homologação, contratos e SLA) dão escala, ampliam o poder de barganha e diminuem rupturas. Quando a associação adota plataformas digitais e integra estoque-compras-fornecedores, os erros caem e o spend – isto é, o volume total de gastos com compras – fica visível. Estudos citados pelo Portal mostram que a digitalização pode reduzir custos operacionais em até 20%, gerando impacto imediato no GOP (lucro operacional bruto) do hotel independente.


2) Retrofit tecnológico como programa coletivo

Ações conjuntas de retrofit – iluminação, climatização, automação, conectividade e eficiência energética – encurtam o período de retorno do investimento, elevam a experiência do hóspede e liberam a equipe de atividades repetitivas, como lançamento manual de pedidos e conferência de quartos, abrindo espaço para aquilo que realmente importa: atender e servir melhor. Em rede, a negociação com fornecedores se potencializa e a implantação ganha método e velocidade.


3) Inteligência de dados e métricas comuns


A troca de experiências entre diferentes profissionais é, de longe, um dos principais ganhos que o associativismo leva para o hotel independente, descortinando novos pontos de vista e expertises | Crédito: Freepik
A troca de experiências entre diferentes profissionais é, de longe, um dos principais ganhos que o associativismo leva para o hotel independente, descortinando novos pontos de vista e expertises | Crédito: Freepik

Uma das grandes vantagens do associativismo é poder se comparar e aprender com outros hotéis – sejam eles independentes ou não. Entre outros aspectos, dá para analisar o consumo de energia e água, o uso de amenities, a aderência do cardápio à demanda e os padrões de serviço em áreas-chave, como manutenção e housekeeping. Ao utilizar métricas comuns para todos, comitês técnicos e auditorias cruzadas evitam desperdícios, driblam falhas e orientam o chamado capex, ou seja, os investimentos em melhorias estruturais e equipamentos.


4) Qualificação contínua e governança

Ter o respaldo de um calendário unificado de treinamentos para áreas estratégicas – a exemplo de compras, estoque, recepção, A&B e manutenção – contribui para que o hotel independente entregue excelência em todas as esferas. Além disso, contar com um código de conduta para fornecedores desenvolvido pela rede assegura qualidade, ética e transparência nas parcerias comerciais, minimizando riscos, aumentando a conformidade com normas internas e externas e somando pontos à reputação coletiva. O resultado é uma operação mais profissional, equipes preparadas e uma marca coletiva que protege e valoriza cada empreendimento.


5) Marketing e vendas cooperados

Com a estratégia de brand safety definida pela associação, é possível compartilhar recursos de mídia, conteúdo e sistemas de CRM, dando tração a campanhas contínuas (“always on”, no termo em inglês) voltadas a diferentes segmentos, como viagens a lazer, eventos corporativos (MICE) e com foco em atrair hóspedes de destinos específicos até o hotel. Essa abordagem gera leads mais qualificados, reduz o custo de aquisição de clientes (CAC) e beneficia o fluxo de caixa, incrementando a taxa de ocupação mesmo em períodos de baixa temporada.


6) Estoque e perdas sob controle

A gestão do estoque precisa ser impecável e ter processos desenhados com clareza, pois se trata de uma área essencial para o êxito do negócio – seja em um hotel independente, seja em um empreendimento que pertença a uma rede já consolidada | Crédito: Freepik
A gestão do estoque precisa ser impecável e ter processos desenhados com clareza, pois se trata de uma área essencial para o êxito do negócio – seja em um hotel independente, seja em um empreendimento que pertença a uma rede já consolidada | Crédito: Freepik

Ao adotar procedimentos comuns e relativamente simples – como definição de estoque mínimo e de segurança, gestão atenta de inventário e acompanhamento do giro de produtos por categoria, por exemplo –, o hotel independente desvia de uma série de dores de cabeça, sobretudo no que se refere a itens avariados e/ou extrapolando o prazo de validade. De uma forma ou de outra, isso quer dizer dinheiro parado nas prateleiras. Quando existe uma associação por trás, incentivando a padronização de processos e práticas (especialmente com a área de procurement, neste caso), a rentabilidade agradece e o estoque se mantém alinhado à demanda real.


Em síntese, o associativismo transforma “vizinhos de mercado” em coalizão de eficiência. Quando compras, tecnologia e pessoas avançam juntas, o hotel independente vê seus custos caírem, a margem ganhar fôlego e a fidelização se concretizar. É gestão com alma de hospitalidade: competitiva na planilha, humana na entrega – e sustentável no tempo.


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