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COP30 e o legado de Belém: O Brasil como arquiteto do bem-estar global

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    relatorio6
  • há 3 dias
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Jaqueline Gil (esquerda) entrega certificado de corais em regeneração na costa brasileira, da Biofábrica de Corais, para adoção por Matt Sorum (centro), ex-baterista do Guns’n’Roses e investidor em projetos socioambientais, e por Pablo Lobo, fundador da Sthorm.io, plataforma de inovação multisetorial a favor do planeta e com sede em Piracicaba (SP) | Crédito: Jaqueline Gil
Jaqueline Gil (esquerda) entrega certificado de corais em regeneração na costa brasileira, da Biofábrica de Corais, para adoção por Matt Sorum (centro), ex-baterista do Guns’n’Roses e investidor em projetos socioambientais, e por Pablo Lobo, fundador da Sthorm.io, plataforma de inovação multisetorial a favor do planeta e com sede em Piracicaba (SP) | Crédito: Jaqueline Gil

A presidência da COP30 oferece ao Brasil uma oportunidade histórica: consolidar-se como uma liderança amada e respeitada por seu compromisso inabalável com as pessoas, a natureza e o amanhã. A partir de Belém, o país pode oferecer um teste de confiança ao multilateralismo, convertendo metas climáticas em resultados tangíveis de bem-estar coletivo.

Três movimentos estratégicos dão forma a essa voz única:


1. O bem-estar como métrica de paz

O Brasil deve liderar a tese de que segurança climática é, essencialmente, segurança humana: acesso a saúde, renda, moradia, água e alimento. Ao vincular compromissos ambientais a indicadores de vida real, reduzimos o espaço para soluções coercitivas — lógicas incompatíveis com a democracia e a paz. Em um mundo assombrado pelo risco nuclear e pela força bruta (como alerta o CICV), cabe aos brasileiros reiterar que a estabilidade global nasce da satisfação das necessidades humanas básicas.


2. Inovação com "Selo Embrapa": a ciência que entrega

Nossa presidência deve ser a vitrine de uma transição produtiva. Em vez de slogans, ofereceremos soluções baseadas em pesquisa, extensão e inovação aberta. O Plano ABC+ (2020-2030) exemplifica essa jornada, focando em sistemas, práticas e produtos sustentáveis adaptados aos trópicos. Ferramentas como o SuperApp Brasil na Palma da Mão (BPM) articulam essa tecnologia para o usuário final, fortalecendo nossa hospitalidade ao receber o mundo com ciência aplicada e resultados mensuráveis.


3. Pertencimento e a nova economia colaborativa do turismo

A verdadeira transformação ocorre através da "catarse cívica" dos turistas. Engajar pelo pertencimento significa transformar o ato de "usar" em "servir". O turismo responsável surge aqui como uma moeda alternativa às disputas financeiras globais; um lastro baseado em experiências reais que valoriza tanto quem viaja quanto quem acolhe.


Turistas buscam paz, aprendizado e saúde; não existe demanda para o turismo de guerra entre aqueles que respeitam a vida e a liberdade individual. Ao "algoritmizar" o saber científico e os Direitos Humanos, promovemos uma mobilidade social justa. O Brasil, líder mundial em atrativos naturais e 8º em atrativos culturais, tem recursos para capitanear a economia colaborativa do turismo que remunera o impacto social positivo — auditável e vinculado a projetos reais de educação e proteção ambiental.


Conclusão: uma nova etapa civilizatória


A COP30 convida brasileiros e estrangeiros a experimentarem sistemas integrados que priorizam a qualidade de vida. Inspirados por vozes como a de Janete Gil — nossa representante em Davos que traz sinergias globais para o Portal do Hoteleiro —, devemos resistir a lógicas de dominação. Que o senso de pertencimento e a autoestima guiem este novo passo da evolução civilizatória, acelerado pela tecnologia, onde o bem-estar social é o valor supremo.


Luiz Henrique Arruda Miranda


 
 
 
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