COP30 e o legado de Belém: O Brasil como arquiteto do bem-estar global
- relatorio6
- há 3 dias
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A presidência da COP30 oferece ao Brasil uma oportunidade histórica: consolidar-se como uma liderança amada e respeitada por seu compromisso inabalável com as pessoas, a natureza e o amanhã. A partir de Belém, o país pode oferecer um teste de confiança ao multilateralismo, convertendo metas climáticas em resultados tangíveis de bem-estar coletivo.
Três movimentos estratégicos dão forma a essa voz única:
1. O bem-estar como métrica de paz
O Brasil deve liderar a tese de que segurança climática é, essencialmente, segurança humana: acesso a saúde, renda, moradia, água e alimento. Ao vincular compromissos ambientais a indicadores de vida real, reduzimos o espaço para soluções coercitivas — lógicas incompatíveis com a democracia e a paz. Em um mundo assombrado pelo risco nuclear e pela força bruta (como alerta o CICV), cabe aos brasileiros reiterar que a estabilidade global nasce da satisfação das necessidades humanas básicas.
2. Inovação com "Selo Embrapa": a ciência que entrega
Nossa presidência deve ser a vitrine de uma transição produtiva. Em vez de slogans, ofereceremos soluções baseadas em pesquisa, extensão e inovação aberta. O Plano ABC+ (2020-2030) exemplifica essa jornada, focando em sistemas, práticas e produtos sustentáveis adaptados aos trópicos. Ferramentas como o SuperApp Brasil na Palma da Mão (BPM) articulam essa tecnologia para o usuário final, fortalecendo nossa hospitalidade ao receber o mundo com ciência aplicada e resultados mensuráveis.
3. Pertencimento e a nova economia colaborativa do turismo
A verdadeira transformação ocorre através da "catarse cívica" dos turistas. Engajar pelo pertencimento significa transformar o ato de "usar" em "servir". O turismo responsável surge aqui como uma moeda alternativa às disputas financeiras globais; um lastro baseado em experiências reais que valoriza tanto quem viaja quanto quem acolhe.
Turistas buscam paz, aprendizado e saúde; não existe demanda para o turismo de guerra entre aqueles que respeitam a vida e a liberdade individual. Ao "algoritmizar" o saber científico e os Direitos Humanos, promovemos uma mobilidade social justa. O Brasil, líder mundial em atrativos naturais e 8º em atrativos culturais, tem recursos para capitanear a economia colaborativa do turismo que remunera o impacto social positivo — auditável e vinculado a projetos reais de educação e proteção ambiental.
Conclusão: uma nova etapa civilizatória
A COP30 convida brasileiros e estrangeiros a experimentarem sistemas integrados que priorizam a qualidade de vida. Inspirados por vozes como a de Janete Gil — nossa representante em Davos que traz sinergias globais para o Portal do Hoteleiro —, devemos resistir a lógicas de dominação. Que o senso de pertencimento e a autoestima guiem este novo passo da evolução civilizatória, acelerado pela tecnologia, onde o bem-estar social é o valor supremo.
Luiz Henrique Arruda Miranda

